Educação, Esporte e Religião – 30/04/2009 – 00:30 hs.
Há muitos anos comungo de uma frase: “Felizes os pais que têm seus filhos na escola, no esporte e na igreja”. Ou seja, matricular os filhos em uma escola não é nada mais que obrigação de qualquer pai ou mãe responsável, levá-los depois para uma atividade esportiva seria unir o útil ao agradável, porque educação e esporte são duas ferramentas excepcionais que quando trabalhadas ao mesmo tempo na vida da criança e do adolescente colaboram de maneira significativa com os pais na formação do caráter de seus filhos.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que 220 milhões de crianças trabalham hoje no mundo, mais da metade em funções perigosas e em condições precárias. A UNICEF revela que milhões de crianças são vítimas da exploração sexual em todo o mundo. Aqui no Brasil mais de 100 mil meninas são vítimas de exploração sexual conforme dados da mesma OIT, por conta da pobreza e da má distribuição de renda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 100 milhões de crianças vivendo nas ruas de todo o mundo, nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, dez milhões estão no Brasil.
São dados tristes, repugnantes, que deveriam envergonhar qualquer político, governo ou nação. Tenho muita convicção de que a maioria dos problemas que existem hoje entre nossas crianças e nossos jovens poderia ser amenizada através de projetos educacionais e esportivos. Além disso, existem também as diversas atividades religiosas (missas, cultos, palestras, encontros, seminários, escola dominical, catequese, etc.), não importando aqui qual religião, que também colabora sensivelmente com os pais nesta difícil tarefa de educar seus filhos. Arrisco a dizer até que se uma criança ou um jovem participar assiduamente de atividades educacionais, esportivas e religiosas durante esta fase da vida, a porcentagem dele seguir por um caminho errado, consumir drogas ou praticar delitos é quase zero.
Temos belos exemplos pelos quatro cantos do Brasil de projetos bem sucedidos, de ONGs (Organizações Não Governamentais) e de entidades filantrópicas que tem como uma de suas prioridades principais aconselhar, orientar, educar e guiar as crianças e os jovens para um futuro próspero, formando-os homens e mulheres de bem. Fico imaginando se nossos governantes tivessem a sensibilidade de realmente acreditar que através deste “tripé” (educação, esporte e religião) nós poderíamos mudar um país, um povo ou uma nação, hoje, nosso Brasil estaria muito melhor, com menos violência, menos drogados e menos analfabetos.
Ninguém nasce bandido. Mesmo com pouco investimento ou interesse do poder público, conheço muitas entidades que não medem esforços para colocar em prática seus ideais, todos com fins sociais, filantrópicos, esportivos, culturais ou educacionais. É um trabalho árduo, difícil e penoso, principalmente quando se trata de “criar” os filhos dos outros, mas se cada um de nós começarmos a se preocupar em colaborar com as entidades que trabalham com esses projetos, tenho certeza absoluta que você que está lendo este artigo deve conhecer alguma, acho que poderemos ajudar a construir algo novo e diferente para os nossos filhos e nossos netos.
Imagine se o dinheiro que foi gasto por nossos parlamentares na “farra” das passagens aéreas fosse repassado para milhares de entidades que cuidam de crianças carentes, órfãs ou de risco? Seria um dinheiro muito melhor investido. Tenho fé e esperança que um dia as coisas mudem. Na cidade que moro atualmente existem muitas entidades que realizam este tipo de trabalho, vou citar apenas duas para provar que nunca é tarde para fazermos algo: Associação Movimento Legal (www.movimentolegal.com.br) e Comunidade Braços Abertos (www.bracosabertos.org). Acesse os sites e quem sabe você também se motive a ser mais uma pessoa na luta de transformar nosso país em uma verdadeira nação, mais justa, igualitária, onde nossas crianças possam sonhar com um futuro melhor.
Marco Antonio Aga.

Nosso país é uma vergonha, mas existem muitas pessoas querendo fazer a diferença acredito se cada um
fizer a sua parte, conseguiremos mudar bastante esse quadro, mas uma instituição atualmente não existe
sem fundos, é dificil montar um projeto e pedir ajuda de custo para algumas empresas ou até mesmo a prefeitura.
Algumas cidades como a minha por exemplo, não existem muitas empresas (se é que existe alguma). ficaria
dificil ter um local para treinar, comprar material e etc. Já tentamos divulgar o esporte para vereadores em
época de eleição e nada conseguimos, o esporte que pratico exige um grande número de materiais e não são
nada baratos e difíceis de se encontra.
Mas hoje em dia tento ajudar ongs do meu jeito, sou analista e estou desenvolvendo um sistema de administracao
para uma ong de animais abandonados, to enrolando o cara que me pedio o favor, mas estou quase terminando
acho que se todos ajudarem no que sabem fazer de melhor e doar um pouco de tempo para uma instituição
já estarão fazendo a sua parte como cidadão.