Dicas do Guerra-Peixe I

Prezados Amigos,

Ao aceitar o convite do Jorge imaginei que seria interessante dar sequência nos textos que escrevi no meu blog intitulados “Dicas do Guerra”. Neles estarão um pouco da minha experiência como técnico. Serão dicas na área técnica, tática, dinâmica de jogo, treinamento e organização. Também escreverei sobre passagens interessantes em competições nacionais e internacionais. Os primeiros três textos já foram apresentados no meu blog, portanto não são originais.

1. Ao pensar no Beach Handball não podemos perder de vista suas características. Entre outras, indico o seu caráter recreativo/competitivo como importantíssimo. Essa é uma modalidade para curtir os amigos. Jogar também nas férias. Praia e sol. É um jogo para reunir atletas e ex-atletas. Pessoas que não puderam continuar na quadra por motivos variados e atletas que praticam o handebol de quadra não profissional. Todos são bem-vindos. Acredito que o ingresso na areia de “atletas recreativos”, no futuro, se tornará uma grande arma para o crescimento do desporto. Muita gente entrou dessa forma e hoje está na competição de alto nível;
2. Os árbitros também são muito bem-vindos. Porém, da mesma forma que o atleta, tem que compreender que essa é uma modalidade desvinculada do Handebol. É um jogo sem contato físico que privilegia o espetáculo. Não é possível suportar arbitragem que pensa na quadra;
3. Estamos iniciando algo novo. O que fizermos servirá de modelo para várias gerações que perpetuarão o desporto. Temos resultados internacionais, mas as competições internas sofrem de inanição. Melhoramos muito no âmbito nacional. Mas precisamos avançar. Nossas competições estaduais estão em fase primária. Acompanho competições em vários estados e percebo que sobram discussões e falta entendimento. Precisamos nos unir (técnicos, árbitros e atletas) para fazermos eventos atraentes. Um bom exemplo está acontecendo no Ceará. A modalidade foi entregue para um jovem cheio de idéias e implementador. Veremos o resultado no futuro.
4. Em quase todo mundo a modalidade cresce de forma geométrica. No último mundial já se falava bastante sobre a possibilidade do Beach Handball tornar-se olímpico. Portanto, precisamos correr e melhorar nossas competições. Desenvolver projetos. Buscar empresas. Criar equipes competitivas. Precisamos da profissionalização paralela à competição recreativa.

Forte abraço e até breve!

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