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Wimbledon: expectativas confirmadas (08/07/09 – 16h30)




Por daniel • 8 | Jul | 2009 • Caderno: Tênis

A edição deste ano de Wimbledon não apresentou surpresas. No lado masculino, Roger Federer, aos olhos de grandes campeões que fizeram parte da platéia de notáveis, entre eles Pete Sampras, foi coroado o maior vencedor de Grand Slams de todos os tempos. Ao todo são 15, um a mais do que o próprio “Pistol Pete”. Já na chave feminina, mais uma vez a final “caseira” entre Serena e Venus Williams, com a vitória de Serena. O revezamento continua. E depois não querem que sejam criadas suspeitas a respeito desse confronto.

 

Menção honrosa

Sem Nadal, o torneio permitiu que outros tenistas se destacassem. Falarei de 3 deles:

Andy Roddick: sem dúvida hoje é um jogador maduro e consistente. Entre os 128 tenistas, fez o melhor torneio. Merecia o título. Sua campanha teve mais brilho inclusive do que a de Federer. Derrotar o dono da casa e favorito na semifinal e chegar ao 14×14 do 5º set de uma Final de Wimbledon contra Federer são sinais claros de sua evolução. Acho que todos que assistiram à partida têm certeza de que ele perdeu o jogo quando não conseguiu fechar o 2º set, em que marcava 6×2 no tie-break e vitória no 1º set.

Tommy Haas: talento não lhe falta. Jogador com estilo clássico. Um dos poucos remanescentes do saque e voleio bem jogado. A parte mental é que prejudica seu jogo. Tem nível de Top 10.

 Lleyton Hewitt: em um dos posts anteriores, em que comentei o Master de Miami, lamentei o desempenho ridículo de Lleyton Hewitt. Em Wimbledon parece ter ressurgido o Hewitt que todos conhecemos. Vibrante, consistente do fundo de quadra, agressivo. Tomara que continue nesse ritmo. É sempre bom ver ex-número 1 se reerguendo.

 

A expectativa dos britânicos

O sonho britânico mais uma vez foi interrompido. Por falta de ingleses, o apoio e, conseqüentemente, a pressão estão agora sobre o escocês Andy Murray, o tenista da casa com melhor ranking e maior potencial nas últimas décadas para levantar o caneco mais famoso do tênis mundial. Ao longo de suas partidas, milhares de pessoas sem ingresso para a quadra central se espalhavam na famosa Henman Hill (alusão à Tim Henman, o eterno perdedor, ou melhor, amarelão de Wimbledon que durante anos alimentou o sonho britânico de um título caseiro) para assistir aos seus jogos em Wimbledon. A derrota veio antes do imaginado: na semifinal contra um Roddick dominador. O sonho foi postergado para 2010 ou 2011, 2012….

 

Henman (agora Murray) Hill

Henman (agora Murray) Hill

 

Que número 1 é essa?

Dinara Safina parece não estar preparada para vencer grandes torneios. Sua atitude em jogos decisivos é algo lastimável. Entra em quadra praticamente derrotada e acaba com suas chances devido a sua irritação constante. Foi simplesmente atropelada por Venus Williams na semi-final (6/1 6/0). Se as irmãs Williams estivessem realmente focadas apenas no tênis e se preparassem para uma temporada longa, não tenho dúvida de que seriam número 1 e 2 disparadas. A única tenista que pode realmente encará-las em condições iguais é Maria Sharapova, mas que no momento está longe de sua melhor forma.

 

Daniel de Oliveira

One Response »

  1. Vôlei feminino brasileiro: o sucesso continua ( 10/07/09-23:35)

    As vitórias nos dois primeiros torneios deste ano (Torneio de Montreaux e Copa Pan-Americana) mostram que o Brasil está no caminho certo. Após a conquista inédita do ouro olímpico, em Pequim, no ano passado, a equipe treinada por José Roberto Guimarães mostrou que a mescla de jovens talentos com nomes já consagrados é a receita do sucesso. Nathália, Adenízia, Dani Lins e Ana Tiemi se juntaram a Mary, Sheilla, Fabiana e Fabi, entres outras, e levaram a Seleção Brasileira a vitórias importantes sobre times fortes como a China e também sobre equipes que estão despontando, vide a República Dominicana.
    As qualidades do grupo de Zé Roberto são as mesmas dos Jogos Olímpicos: variação de jogadas, boa relação bloqueio-defesa e trabalho coletivo. Com tantas jogadoras bem preparadas, as levantadoras não sobrecarregam ninguém e distribuem igualitariamente as bolas.
    A próxima disputa é o Grand Prix. Um dos finais de semana de jogos será realizado, no Rio de Janeiro, o que dará oportunidade aos fãs brasileiros de verem a seleção em seu território. Além disso, haverá jogos importantes contra equipes como os Estados Unidos, adversário que foi derrotado pelo Brasil na Copa Pan-Americana.

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