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E o time ressurge? (11/09/09 – 11h34min)




Por Rodrigo Uchida • 11 | Sep | 2009 • Caderno: Beisebol

É incrível a sensação que uma “virada” num jogo disputadíssimo pode provocar em nós. Ainda mais quando ela ocorre no último inning, aos dois outs.

Nosso time passou por maus momentos jogando a Liga este ano, normal, já que ela está crescendo aos poucos (possui dois anos de existência), aprendendo com o tempo, compartilhando as dificuldades que cada equipe vai enfrentando ao decorrer da competição. Um problema que surgiu na Liga este ano foi o fato de agregar equipes realmente muito novas, que não possuíam sequer estrutura para disputar os jogos ao longo de 2009. Um jogo por mês, às vezes dois jogos por mês, pode parecer pouco mas ao colocar 14 equipes, 7 em cada conferência numa disputa de pontos corridos,dependendo da boa vontade dos donos dos campos em alugá-los, fica muito difícil organizar e lidar com os imprevistos de cada equipe.

E o nosso time, por falta de sorte ou não, ganhou 3 vezes por W.O., sim 3 vezes. O que é péssimo para uma equipe que vinha jogando regularmente. Nos afetou e muito tais acontecimentos, afetou o ânimo dos jogadores, afetou a mim como organizador da equipe, ficar sem jogar, quando se gosta muito disso, é horrível. Aos poucos os treinos foram ficando cada vez mais raros, com isso a amizade entre os jogadores também vai se enfraquecendo, já que é nos treinos ou nos jogos que nos encontramos. O beisebol nada mais é, para muitos de nós, uma válvula de escape do stress do dia-a-dia, é onde vamos para brincar, dar risada e cansar o corpo.

Tais relações entre os jogadores, aliados à falta de treino ficaram visíveis em nosso último jogo da pré-temporada pela Liga. Não jogávamos a mais de 3 meses, e todos compareceram, talvez porque o campo era praticamente do lado da casa de muitos jogadores nossos, talvez porque quisessem jogar. Não sei, só sei que o time todo compareceu e foi ruim até para escalar já que nosso time também passa por um problema sério de ego dos jogadores, mais isso fica para um outro post.

O jogo foi disputadíssimo, 1 a 0 para o adversário no primeiro inning, 2 a 1 para nós no segundo, e assim seguiu até a baixa do último inning, quando perdíamos por 7 a 6. Um eliminado, eu rebatendo, runners na terceira e segunda, sofri um belo strikeout, mas belo mesmo e não vou culpar aqui a falta de treino, mas a pressão acabou pesando e muito para mim. O próximo na ordem de batting foi nosso 6º rebatedor, com maior pressão ainda, 2 outs agora, o que vi foi simplesmente maravilhoso, uma rebatida na tela, entre o leftfield e o centerfield, de um jogador que tem a característica de rebater hits curtos e fazer bunts, o jogo agora está 8 a 7 para nós. Nosso primeiro pitcher havia saído do mount mas não do jogo, o que nos permitiu colocá-lo novamente no jogo para fechá-lo, e assim aconteceu com 2 strikeouts.

O time ainda não está totalmente recuperado, está ferido, está cansado. Mas a vitória foi um curativo em um machucado que ninguém havia posto a mão. Tomara que os jogadores tenham ainda a amizade e a força de vontade para continuar jogando. Tudo isso nos dá esperança de continuarmos a jogar e porquê jogamos, ainda temos mais dois jogos pela pós-temporada. Valeu ao time, e valeu beisebol por existir.

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