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Fim do US Open: tempo para análise (15/09/09 – 21h30)




Por daniel • 15 | Sep | 2009 • Caderno: Tênis

As minhas expectativas, diferente do que preconizava antes do início do torneio, foram superadas. Assisti a grandes jogos e, pelo 2º ano consecutivo, não pude assistir à final masculina, graças à organização do evento, que insiste em não construir uma cobertura na Quadra Central. A final feminina assisti apenas os highlights, por falta de interesse mesmo. Até porque a brilhante performance de Clisjsters já indicava a vencedora antes mesmo da partida.

 

Os melhores jogos que pude acompanhar (assisti a muitos) foram:

  • Tsonga x Gonzalez: não tentem fazer isso em casa. Foi um jogo de tênis ou um espancamento de bolinha? Saques fortes, devoluções idem, subidas à rede, jogo de muitas alternativas e dois jogadores carismáticos, que chamaram a torcida o tempo todo.
  •  Monfils x Nadal: o francês jogou tudo, mas o espanhol, paciente e cerebral, não permitiu a zebra
  •  Isner x Roddick: mais pela emoção, duração da partida, pressão em cima dos dois jogadores da casa, saques fora do comum e, no final, a vitória inesperada.
  •  Zvonareva x Pennetta: jogo altamente técnico e com Pennetta salvando 7 match points no 2º set para atropelar a adversária, que estava quase sem joelho, no 3º set. Zvonareva perdeu a chance de ir mais longe. É pouco comentada, mas joga com muita intensidade no fundo de quadra e não é Top 10 à toa.

 

Em relação aos palpites antes do início do torneio, acho que fiquei no break even Vamos a eles, comentados:

 

- Federer realmente passeou até a final, como afirmei, mas não imaginava que poderia perder a soberania.

 

- Coloquei Del Potro no mínimo na semifinal. Obviamente essa não é nenhuma vantagem, em função do desempenho e ascensão formidável do argentino. Mais do que merecido o título. Será Del Potro o novo terror de Federer? Vai incomodar muito.

 

- Nadal realmente não conseguiu apresentar seu melhor jogo, embora tenha evoluído nessas duas semanas. Previ a queda do espanhol nas quartas. Passou porque enfrentou o fanfarrão Gonzalez (embora admire seu estilo de jogo), que não ganha nada. Mas na semifinal deu pena. Preocupa-me muito a condição física do espanhol. É melhor parar e voltar somente o ano que vem. Preservar a imagem e tentar voltar saudável para defender o título na Austrália em Janeiro de 2010 parece ser o melhor caminho.

 

- Murray fracassou, como previsto. Empurrando bola não dá para ganhar Grand Slam. Na 1ª vez em que se viu em situação difícil, ficou perdido em quadra e apanhou do croata (sinônimo de sacador) Cilic. Já perdeu o 2º posto no ranking para o Nadal. Merecido.

 

- Djokovic, como sempre, foi no seu limite, semifinal.

 

- Roddick se encrencou bem antes do que eu esperava. Seu tênis vinha em uma evolução sem precedentes. Não dá para um Top 10 há tanto tempo perder do Isner. Lamentável.

 

- A despedida em Grand Slams de Safin durou apenas uma rodada. Totalmente previsível. O ex-fenômeno russo já está com a cabeça bem longe da carreira profissional, que termina oficialmente no final do ano.

 

- Pelo lado das mulheres não dá para acreditar que a Clijsters levou, depois de um longo e tenebroso inverno longe do Circuito, ou melhor, é claro que dá.  É uma excelente jogadora, tem cabeça boa e não entrega o saque de bandeja. Pronto, está aí a fórmula. Voltará a ser número 1 algum dia? Difícil, em um ranking em que a 1ª colocada se perpetua no topo, mesmo sem ganhar nada importante.

 

- Irmãs Williams: Venus está caminhando para o fim de carreira. Já não corresponde mais. Serena, mais nova e com físico mais avantajado, deveria jogar mais e falar menos. Teve o castigo que mereceu. Perdeu totalmente a noção de profissionalismo na semifinal diante de Clijsters. Vergonhoso. Até na derrota ela precisa aparecer.

 

- Melanie Oudin: sensação do torneio, apenas 17 anos. Golpes de base muito bons, agressividade, personalidade. Vale à pena prestar atenção, a garota é boa mesmo, ótima revelação.

 

- Wozniacki: surpresa positiva, mas longe de ser revelação. Este ano foi o de sua afirmação no Circuito e já chegou ao Top 10. Joga simples e de forma competitiva. Não perde o foco. Esse é seu maior segredo.

 

- Sinto vergonha em assistir às partidas da Safina. Que ela não ia ganha o torneio eu tinha certeza absoluta. Mas tamanho destempero e derrota para uma jogadora totalmente inexpressiva foi demais. Chega de perder tempo falando dela.

 

- Dementieva caiu na 2ª rodada, foi a primeira vítima de peso da sensação americana Melanie Oudin. Disse que ela seria campeã. Foi a aposta mais bizarra que fiz. Mesmo muito talentosa, não tem espírito de vencedora e se complica com facilidade, principalmente quando o saque não entra, ou seja, quase sempre.

 

- Sharapova continua corajosa, com excelentes golpes de fundo de quadra, charmosa, e cometendo 20 duplas faltas por jogo. Assim não dá. Acertei que ela cairia na 3ª rodada, mas errei a adversária. Foi a 2ª vítima respeitável de Oudin.

 

- Ivanovic se perdeu totalmente. Essa foi a minha frase antes do torneio. Acerto mais em cheio do que esse impossível. Ela mesma percebeu e anunciou afastamento das quadras por tempo indeterminado.  

 

 

É isso aí. Com o final dos Grand Slams, de relevante, restam dois torneios da série Masters 1000, além da Masters Cup e fases finais da Davis e Fed Cup   

 

  

Daniel de Oliveira

One Response »

  1. Foi muito legal o US Open esse ano, eu vi a final feminina e metade final da masculina, acho que nem é o caso de se ter uma arena coberta, já que em NY temos jogos noturnos, o problema no meu modo de ver é a programação mal feita, eles deixa a semifinal pra ser jogada um dia antes da final, erro grave que causou toda a confusão no fim ………….

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