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Ciclo Olímpico – 10/01/2010 – 11:30 horas




Por aga • 10 | Jan | 2010 • Caderno: Basquete

 

Na minha modesta opinião a CBB (Confederação Brasileira de Basketball), presidida pelo gaúcho Carlos Nunes, acertou em cheio na escolha dos dois diretores das seleções brasileiras. Mesmo com pouco tempo nos cargos, Hortência Marcari e Vanderlei Mazzuchini, responsáveis pela seleção brasileira feminina e masculina, respectivamente, estão mudando bastante a maneira de administrar a estrutura e a logística de nossas seleções, com um adendo importante: a visível melhora no relacionamento e no diálogo entre a Confederação e os atletas selecionáveis, principalmente com aqueles que atuam no exterior, em especial, com Anderson Varejão, Leandrinho e Nenê, que jogam na NBA. Atualmente, os dois cargos de técnicos das seleções adultas estão em aberto, tudo indica que teremos técnicos estrangeiros para começar um novo ciclo olímpico, mas, a permanência de Moncho Monsalve (masculino) e Paulo Bassul (feminino) não está descartada.

 

Muitas especulações estão acontecendo, a última, é a contratação do técnico argentino Rubén Magnano, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, comandando a seleção de seu país. Entendo que tivemos um excelente 2009 em termos de resultados internacionais, vencemos a Copa América Feminina e Masculina, eventos classificatórios para o Campeonato Mundial, com um detalhe, jogando um basquete de qualidade e com muita competitividade. Em 2010 teremos a disputa dos dois campeonatos mundiais: o 16º Campeonato Mundial Feminino que será disputado na República Tcheca, de 23 de setembro a 3 de outubro, e o 16° Campeonato Mundial Masculino que será realizado de 28 de agosto a 12 de setembro, na Turquia. O Brasil participará pela décima sexta vez do Mundial Masculino, sendo ao lado da seleção americana, as duas únicas seleções que participaram de todas as 16 edições.

 

Desde a primeira edição do Campeonato Mundial, em 1950 na Argentina, apenas seis países conquistaram o título: Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Iugoslávia e União Soviética. Acredito muito que o Brasil possa fazer uma bela campanha nos dois mundiais, iniciando assim com o “pé direito” este novo ciclo olímpico, que começou com a mudança da direção da CBB, após a eleição do ano passado que foi disputada entre o ex-presidente Grego e o atual presidente Carlinhos Nunes. Tenho muita esperança de estarmos presentes nos próximos Jogos Olímpicos, evento que participamos pela última vez em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta (EUA). Para as Olimpíadas de 2016 já temos as vagas garantidas por sermos o país sede, mas acho que temos reais condições de colocar nosso basquete (masculino e feminino) também nas Olimpíadas de Londres, em 2012, para isso, não importa que o técnico seja brasileiro ou estrangeiro.

 

O que importa mesmo é que façamos um trabalho organizado, planejado, estruturado e que dê condições para que as duas comissões técnicas realizem um trabalho e uma preparação de países de primeiro mundo. Começamos bem, Hortência e Vanderlei tem experiência, respeito e credibilidade para exercerem suas funções. O que temos que fazer agora é torcer bastante para que consigamos a tão importante e necessária vaga olímpica. Todos nós sabemos que ela é muito difícil, mas não impossível. Vejo também que nossos atletas estão tendo mais comprometimento e cumplicidade em vestir a camisa verde e amarela. Estou otimista que o basquete brasileiro volte a viver os grandes momentos internacionais que tivemos no passado, principalmente em campeonatos mundiais e olimpíadas.

 

Nossa modalidade continua sendo ainda uma das melhores do mundo, o feminino recentemente mostrou sua força conquistando a Copa América de forma invicta e a seleção masculina com a presença de todos os principais jogadores pode ser comparada com as melhores seleções do mundo. Sei que o novo ciclo olímpico começou há algum tempo, mas nunca é tarde para recomeçar, temos que trabalhar bastante, unir forças, sermos determinados e confiantes. Nossa modalidade internamente melhorou bastante, lógico que ainda temos algumas coisas para serem mudadas ou corrigidas, mas o momento agora é de união de todos os “basqueteiros” do Brasil, vou ainda um pouco mais longe, de fazermos uma corrente positiva pelas nossas seleções para que ambas terminem o ciclo olímpico participando dos Jogos Olímpicos de Londres.

 

Marco Antonio Aga

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