Coisas da Vida – 20/01/2010 – 13:30 hs.
Nós, seres humanos, temos defeitos e virtudes. Creio que um dos piores defeitos é a ingratidão, por isso, sempre procurei ser grato com as pessoas que me ajudaram em minha vida pessoal ou profissional, até porque, ninguém faz nada sozinho, triste daquele que se acha o “dono do mundo”, que nunca erra e que não precisa de ninguém para viver. Normalmente, quem pensa assim, é dono de uma personalidade egocêntrica, arrogante e de muita falta de humildade. Dentro deste pensamento, quero aproveitar este momento tão difícil e importante da minha vida profissional para agradecer publicamente algumas pessoas que estão e ficarão guardadas na minha memória até os últimos dias de minha vida.
Obrigado meu irmão Marco César, aos meus conterrâneos Marcos Monteiro, Matias Romano e Paulo Tavares, todos, sem exceção, personagens indispensáveis e importantes na minha carreira profissional e que fazem parte da minha história e trajetória esportiva. Não posso deixar também de mais uma vez agradecer aos amigos Gerson Conte Filho, Joaquim Carvalho Motta Junior e João Rosa da Silva Filho, que nos últimos cinco anos de minha vida foram companheiros, solidários e honestos com a minha pessoa. Profissionalmente, todos os citados, mesmo em épocas diferentes, jamais deixaram de acreditar e colaborar com o nosso trabalho, que sempre foi feito por pessoas de bem e por competentes profissionais.
Estou escrevendo este artigo porque em algum momento de nossa vida temos que tomar algumas decisões que mexem com nosso sentimento, com nossa emoção, deixando nosso coração dividido ao meio, literalmente partido. Mas, como sempre acreditei que nada acontece por acaso, que não existe coincidência, acidente ou coisa parecida, mas sim, “Jesuscidência”, ou seja, que tudo está definido ou pré-estabelecido por ELE, acredito que as mudanças que estão acontecendo na minha vida profissional têm algum propósito e nada está acontecendo por acaso ou em vão. Aproveitei as festas de final de ano para meditar e refletir bastante, pedir conselhos, ouvir meus familiares, meu irmão, sempre com o intuito de buscar ingredientes que alimentasse e fortalecesse as decisões que estou tomando visando o meu futuro e também de minha família.
Graças a Deus, após conversar com algumas pessoas, pessoas que tenho o maior carinho e gratidão, tomei a difícil decisão de deixar o comando técnico do Assis Basket. Para todas elas, meu muito obrigado. Torço muito para que Deus continue iluminando a vida de todos vocês. Como afirmei em artigos anteriores, desde que assumi o Conti Assis, hoje, Assis Basket, ao lado de muitas pessoas de bem, nossa preocupação sempre foi em fazer com que o basquete assisense se tornasse uma referência nacional, após cinco anos de muito trabalho e dedicação, afirmo com tranquilidade que isso já é uma realidade, os números e as conquistas comprovam minha afirmação. Nunca é demais lembrar que o basquete de Assis pode ser considerado ainda um caçula se for comparado com outras equipes do país, são apenas oito anos participando da elite do basquete paulista e brasileiro.
Hoje, o basquete assisense é muito respeitado no cenário esportivo brasileiro e mesmo um pouco distante, continuarei sendo seu fiel torcedor e admirador. Comecei este artigo falando de ingratidão porque acho mesmo que é um dos piores defeitos do ser humano e porque na minha profissão e função já senti na pele o que é sentir ingratidão. Poderia citar alguns casos ou até o nome de alguns atletas ou ex-atletas que por razões escusas ou obscuras tiveram, em algum momento de suas vidas, de tomar alguma atitude ingrata ou injusta contra alguma pessoa ou entidade esportiva, mas prefiro “deletá-las” de minha vida.
Quero terminar demonstrando minha gratidão às pessoas que citei neste artigo, todas especiais na minha carreira esportiva, que começou em 1984, na pequena cidade de Casa Branca, e, que, Graças a Deus, continuou até hoje na hospitaleira cidade de Assis. Como diz o título deste artigo, algumas vezes acontecem coisas em nossas vidas em que temos que tomar decisões difíceis e importantes, mas que tem que ser tomadas e não podem esperar, Termino com o verso de Fernando Pessoa que retrata muito bem este momento:
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
Marco Antonio Aga.

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Socco