Hora do Entendimento – 26/03/2010 – 09:30 hs.

 

Em um passado recente o basquete brasileiro estava passando por uma de suas piores crises, algo jamais visto na sua história. Mas, em um curto espaço de tempo, as coisas começaram a mudar. Hoje, a CBB (Confederação Brasileira de Basketball) está com uma administração diferente, aberta, democrática, com diálogo e respeito aos clubes. A LNB (Liga Nacional de Basquete), entidade esportiva recém criada, em pouco tempo já demonstrou muita capacidade, liderança e um poder enorme de agregação entre os principais clubes de basquete do Brasil. Aliado a tudo isso, temos a FPB (Federação Paulista de Basketball), a maior e mais importante federação de basquete do país, que promove dezenas de campeonatos, em todas as categorias, masculino e feminino, tendo como destaque a categoria adulta, que tem 32 equipes em plena atividade: 17 equipes no Torneio Novo Milênio, 07 equipes na Divisão Especial Feminino, 07 equipes no NBB e mais a Winner/Limeira que está retornando suas atividades.

 

Se acrescentarmos mais as equipes adultas que disputam os diversos campeonatos promovidos pelas Ligas filiadas a FPB, iremos chegar à incrível marca de aproximadamente 50 times de basquete adulto no Estado de São Paulo. São números reais, impressionantes, que demonstram a força do basquete paulista no cenário nacional. Sei que existem também em outras regiões do Brasil importantes pólos ou clubes que investem no basquete de alto rendimento, que querem um calendário nacional mais longo, já que seus campeonatos regionais são de curta duração e com poucas equipes participantes. Por isso, quero neste artigo dar ênfase na discussão do momento que é a elaboração de um novo calendário para o basquete brasileiro, que atinge principalmente as disputas do campeonato paulista e o NBB. Quando cito a Federação Paulista, não é porque sou paulista ou porque devo muito de minha carreira profissional ao basquete daqui, mas porque o grande problema que temos para fazer um calendário ideal que atenda o anseio de todos os clubes do país é a disputa do campeonato paulista masculino da Divisão Especial Série A-1.

 

Portanto, antes de decidirmos qualquer mudança no nosso calendário, temos que promover uma discussão ampla, com a presença dos dirigentes da CBB, LNB, FPB e dos clubes envolvidos. Três reuniões já aconteceram para discutir o assunto: uma em Uberlândia, durante a realização do Jogo das Estrelas, com a presença de todos os clubes do NBB e dos dirigentes da LNB; outra em Limeira, com a presença apenas das equipes de São Paulo que jogam o Paulista e o NBB; e a última na sede da FPB, entre os clubes paulistas envolvidos na questão e a diretoria da Federação Paulista. Tenho esperança que com diálogo, transparência e sinceridade, todos os segmentos envolvidos no assunto, inclusive as emissoras de televisão, conseguirão buscar uma solução para a elaboração de um calendário ideal. A opinião das emissoras de televisão envolvidas é de suma importância para se chegar a uma solução consensual. Agora, uma coisa é certa, só avançaremos nessa discussão se tivermos discernimento, inteligência e sabedoria para colocar o basquete brasileiro acima dos interesses pessoais ou regionais.

 

A direção da FPB confirmou o encerramento do campeonato paulista para a primeira quinzena de dezembro. A LNB poderia marcar o inicio do NBB para a segunda quinzena de novembro. Isto ocorrendo, já avançaremos bastante para chegarmos próximos de um calendário ideal. Finalizo, depositando minha esperança nos atuais dirigentes do nosso basquete, que são pessoas de bem, capacitadas e inteligentes o bastante para se chegar ao entendimento necessário de fazer com que nosso basquete continue prosperando, crescendo e percorrendo um novo e bom caminho. Resta-me reafirmar minhas convicções de que só recolocaremos o basquete brasileiro entre os principais esportes do país se trabalharmos unidos e desprovidos de qualquer vaidade, egoísmo ou bairrismo.

Marco Antonio Aga

0 Responses to “Hora do Entendimento – 26/03/2010 – 09:30 hs.”


  1. No Comments

Leave a Reply