Sollys/Osasco campeão e o vôlei em alta (19/04/10 – 13h50)

Final histórica, que veio coroar a luta e a persistência do time de Osasco. O time, que chegou a encerrar suas atividades no ano passado em virtude da saída do patrocinador, cansado de ver seu nome preterido (ou melhor, censurado) por Globo (principalmente) e Sportv, detentoras dos direitos de transmissão dos campeonatos, ressurgiu com nova parceria e quebrou a escrita do Unilever/Rio de Janeiro. Essa quebra de tabu foi ótima para acabar um pouco com a arrogância da equipe carioca. Respeito bastante o trabalho desenvolvido por lá, principalmente em função de Bernardinho, mas é difícil de engolir essa equipe.

Sucesso de público na fase de Playoffs, recheada de campeãs olímpicas e de ótimas promessas, a Superliga Feminina teve o final que merecia. Somente acho que as finais deveriam ser disputadas em 5 jogos, como acontecia, antes da Globo entrar na história. Vale a pena citar aquelas(es) que para mim foram os destaques da competição. Começo por Luizomar de Moura: técnico e gerente do Projeto do time de Osasco, um dos grandes responsáveis pela continuidade da equipe. No que diz respeito à quadra, fez um time de grandes jogadoras. Conseguiu extrair o melhor de cada uma e foi recompensado. A melhor jogadora da Superliga sem dúvida foi Sheila. Craque de bola, atleta diferenciada. Mas o time do Blausiegel/São Caetano engrenou tarde demais. No time de Osasco, poderia citar várias, mas ficarei com as duas mais jovens entre as titulares, que não representam somente o futuro do vôlei brasileiro, mas sim o presente: Natália e a bela Camila Brait. Sem dúvida a oposta (que também joga de ponteira) Natália é um fenômeno. Destemida ao extremo, joga no limite da força, da técnica e do coração o tempo inteiro. Foi a dona do jogo de ontem. Já Camila Brait, a líbero, impressiona pela precisão no passe e na defesa, tem talento e energia de sobra. Aí vai o momento corneta para o Zé Roberto Guimarães: as duas precisam ser titulares absolutas da seleção já. Outras jogadoras promissoras são Fernanda Garay, do Pinheiros e Mariana, do Blausiegel/São Caetano, mas ainda precisam ser trabalhadas.

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Diante desse cenário, agora fica a esperança de que o investimento no vôlei seja mantido e, se possível, ampliado. Torço para a manutenção da forte equipe do São Caetano junto com o técnico Mauro Grasso (cujo trabalho aprecio bastante), para que permaneça a competitividade da Superliga.

Na Superliga masculina, o sucesso é o mesmo. Muitos campeões olímpicos em quadra, diversos destaques inesperados, entre eles o time de Montes Claros, um capítulo a parte. Projeto ainda incipiente, mas já com resultado expressivo. São mais de 8 mil presentes nos jogos da equipe, uma pressão absurda em cima dos adversários. Definitivamente a cidade abraçou o time. E o que falar dos jogadores. Por exemplo, Rodriguinho, excelente levantador e Lorena, um monstro no ataque. Ainda seguem vivos o Sada/Cruzeiro, Sky/Pinheiros (com orçamento de time de futebol) e o Cimed/Florianópolis (favoritíssimo ao título).

Parabéns ao vôlei brasileiro, não é a toa que tem sido bem sucedido na última década. O trabalho é sério e os personagens dessa história competentes.

 

Daniel de Oliveira

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