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June 7th, 2009 by daniel
O mais clássico dos torneios e preferido da maioria dos jogadores chegou ao fim. Foram duas semanas recheadas de grandes jogos, surpresas e emoção. Diferente das últimas edições, os campeões, tanto na chave masculina como na feminina, são inéditos.
O equilíbrio
A derrota do rei do saibro, Rafael Nadal após um seqüência de 4 anos de invencibilidade no saibro francês, sua 1ª em Roland Garros, é prova irrefutável do equilíbrio que existiu no torneio. O que acompanhamos nos últimos meses, principalmente no masculino, foi o predomínio dos 4 melhores rankeados: Nadal, Federer, Murray e Djokovic. O primeiro a cair, na 3ª rodada, foi Djokovic diante do pouco comentado, porém ótimo jogador alemão, Philipp Kohlschreiber. Nas oitavas de final foi a vez de Nadal dar adeus, diante do sueco Robin Soderling. Murray perdeu nas quartas de final para Fernando Gonzalez. Aliás, Murray ainda tem bastante a aprender no saibro.
Esse equilíbrio se reflete no ranking dos semifinalistas:
Masculino: Roger Federer (2), Juan Martin Del Potro (5), Fernando Gonzalez (12), Robin Soderling (23)
Feminino: Dinara Safina (1), Svetlana Kuznetsova (7), Dominika Cibulkova (20), Samantha Stosur (30)
Federer na história
Roger empatou o recorde de Pete Sampras, com 14 títulos de Grand Slam. Entrou para o seleto grupo de tenistas que venceram os 4 principais torneios do Circuito, feito não conseguido, por exemplo, por Sampras. Sem desmerecer a conquista inédita e o currículo do suíço, vencer Roland Garros sem bater Nadal não é a mesma coisa. Posso até ser contestado, mas Federer não seria campeão se cruzasse com Nadal na finalíssima. A conquista deu-se em um momento em que muitos já questionavam a qualidade de Roger. Sua campanha foi bem mais irregular do que nos anos anteriores. Embora tenha passado com autoridade por Alberto Martin e Monfils, teve muitas dificuldades contra Mathieu e viu a derrota de perto contra Acasuso, Haas e Del Potro. Contra os três últimos, teve que mostrar todo o seu arsenal de golpes e uma garra poucas vezes evidenciada.
Federer tem tudo para superar Sampras em conquistas, mas sinceramente não jogou e nem jogará o mesmo que Pete, o maior de todos os tempos (detalhe: em sua época, o Circuito era mais competitivo, pois havia uma quantidade muito maior de grandes jogadores).
A derrota de Nadal
A receita utilizada por Robin Soderling para derrotar Nadal é difícil de ser seguida: Agredi-lo o tempo todo, cometer poucos erros e perturbá-lo mentalmente. A primeira e a segunda tarefa, obviamente complementares para se obter sucesso, Soderling executou com perfeição. O sueco é dono de uma das direitas mais pesadas do Circuito (comparável a de Fernando Gonzalez). A parte mental começou a ser construída no confronto entre eles em Wimbledon 2007, quando Soderling provocou, imitou e desdenhou de Nadal no meio do jogo disputadíssimo que fizeram, com a vitória de Nadal. A partir daí tornaram-se inimigos. Tenho certeza de que levaram esse histórico para o confronto em Roland Garros 2009. A vontade de Soderling vencer era tremenda, da mesa forma que Nadal não admitia uma derrota. A medida que via seu inimigo fazendo frente ao seu jogo imbatível no saibro, Nadal perdia sua concentração habitual e aos poucos o jogo. E não é que deu certo, Soderling 3×1 Nadal.

Soderling: o carrasco de Nadal
No 1 sem brilho
Quando parecia que finalmente Dinara Safina justificaria a sua questionável posição de número 1 do ranking, a russa falhou mais uma vez. Após 6 brilhantes partidas que a credenciaram como favorita na final contra a compatriota Svetlana Kuznetsova, o que se viu no último sábado foi uma tenista perturbada. Desde o início não conseguiu impor seu jogo e aí seu emocional foi para o espaço. Aliás, essa parece ser a grande herança de seu irmão, o gênio perturbado Marat Safin. Sem maiores problemas Kuznetsova, muito mais habilidosa e com excelente leitura de jogo, conquistou seu segundo título de Grand Slam. Para Safina, segue a desconfiança dos analistas e adversárias (o que dirá Serena Williams, que declarou recentemente ser a verdadeira no 1) em seu jogo e a pressão para conquistar um Grand Slam.
A volta de Sharapova
Após 10 meses longe da competição e uma queda abrupta no ranking (140ª), Maria Sharapova voltou acima das expectativas. Conseguiu atingir as 4as de final, lutou bastante em todos os jogos, aliás essa é sua grande virtude. Ainda vai demorar para chegar a sua melhor forma, mas os fãs agradecem o retorno em grande estilo.
O surgimento de novas forças no feminino
É verdade que o tênis feminino estava ficando cansativo, com o mesmo grupinho de jogadoras se revezando nas primeiras colocações dos torneios. RG 2009 pode ter representado o ponto de inflexão desse estado. A minha principal aposta é Victoria Azarenka. Embora eliminada nas quartas de final por Dinara Safina, seu jogo tem impressionado. Mais cedo ou mais tarde a bielorrussa deve chegar ao topo do ranking. Não podia deixar de falar de Dominika Cibulkova, a bela eslovaca de quem sou fã. Já havia alertado em textos anteriores que ela era uma jogadora muito interessante, não apenas pela sua beleza e simpatia, mas também pelo jogo sólido. A semi-final veio sacramentar sua ascensão no Circuito. Sem dúvida é a tenista com maior agilidade e mobilidade em quadra. Em virtude de sua baixa estatura, sofre um pouco com o saque. A vitória por 6/0 6/2 diante de Sharapova foi um ótimo cartão de visita para quem ainda não havia prestado a atenção na moça. Contra Safina na semi-final, o placar de 6/3 6/3 não reflete o equilíbrio da partida. As duas travaram uma dura batalha de fundo de quadra, com trocas de bola intermináveis. No final, falou mais alto a potência dos golpes da russa. Outra tenista que merece destaque pela campanha é a australiana Samantha Stosur. Não posso falar muita a respeito, pois não tive a oportunidade de acompanhar suas partidas, mas com certeza ninguém é semifinalista de Roland Garros por acaso. A revelação é a portuguesa Michelle Larcher de Brito, de apenas 16 anos. Seu jogo ainda vai evoluir bastante, mas já mostrou muita personalidade e parece ter sangue quente. Em seu primeiro Grand Slam já conseguiu arrumar encrenca com adversárias, árbitros e torcida.

Domi: comemoração após mais uma vitória
O desempenho dos brasileiros
Certamente o ponto negativo, por se tratar do único Grand Slam em que o Brasil tem alguma tradição de bons resultados. Na chave de simples, nenhum de nossos tenistas passou da 1ª rodada. Marcos Daniel teve um bom desempenho. Fez frente à Nadal nos 2 primeiros sets. Franco Ferreiro também teve virtudes. Abriu 2×0 contra o bom Feliciano Lopez, mas não agüentou a pressão de fechar a partida e tomou a virada. Thiago Alves entrou na chave como lucky loser e não teve chances contra o promissor francês Jeremy Chardy. Thomaz Bellucci, nossa maior esperança, abandonou no 3º set alegando câimbras, com o jogo empatado contra o argentino Vassalo Arguello. Nossa dupla 100% brasileira (Melo/Sá) também caiu logo de cara. Já Bruno Soares, ao lado do experiente tenista do Zimbábue Kevin Ullyett, chegou às quartas. Nas duplas mistas o melhor desempenho foi o de Marcelo Melo, que esteve com a mão na taça e por detalhes não conquistou o título ao lado da americana Vania King.
As decepções
Serena e Venus Williams nunca foram especialistas no saibro, mas já tiveram resultados bem mais expressivos nessa superfície. As sérvias Jankovic e Ivanovic também estiveram longe da melhor performance. Ivanovic parece ter se perdido no circuito. Seria o deslumbramento pela fama excessiva? Isso o tempo vai mostrar. Dementieva, outra ótima jogadora também caiu cedo. No lado masculino, a queda precoce de Djokovic foi surpreendente em virtude do alto nível do seu jogo nas últimas semanas. Gilles Simon, 7º na ranking, definitivamente não vai bem em Roland Garros. Ano após ano se complica nas fases iniciais. A armada espanhola como um todo foi uma decepção. Apenas 1 jogador entre os 8 melhores (Tommy Robredo). Há alguns anos os espanhóis dominavam o torneio, com grandes aparições de jogadores como Sergi Bruguera, Carlos Moya, Alex Corretja, Albert Costa, Juan Carlos Ferrero e mais recentemente Rafael Nadal.
Atrativos fora de quadra
O entretenimento também faz parte do show. Por isso, os organizadores de RG sempre buscam maneiras de transformar os tenistas profissionais em figuras descontraídas e atrativas ao público. Há 2 anos me lembro dos jogadores(as) na inusitada situação de cantores, com direito a performance e tudo mais. Neste ano, a idéia também foi interessante. Jogadores(as) eram convidados a passear no carro oficial do torneio, interagindo com o(a) motorista ao mesmo tempo em que respondiam a perguntas inusitadas que apareciam em uma tela a sua frente. Os vídeos desse ano podem ser vistos no site oficial do torneio (www.rolandgarros.com)
Agora resta aguardar a edição de Roland Garros 2010.
Daniel de Oliveira
May 13th, 2009 by daniel
A Federação Internacional de Tênis (ITF) foi responsável, nesta última semana, pelo principal acontecimento do tênis brasileiro nos últimos tempos. O Brasil, sabe-se lá como, será cabeça de chave nos Playoffs da Copa Davis que levarão os vencedores dos confrontos ao Grupo Mundial. Não bastasse isso, o sorteio nos reservou um confronto dos sonhos: Equador, em solo brasileiro. Essa condição é extremamente favorável: escolher a superfície, local e contar com o apoio da torcida são elementos fundamentais em confrontos da Davis. O Brasil é favoritíssimo, pois além disso, o time é um pouco melhor.
Evidentemente o confronto não está ganho, embora bem encaminhado. O Equador deve vir para a disputa, em Setembro, com os irmãos Lapentti. Nicolas, o mais velho, tem uma carreira respeitável. Jogou em alto nível por muito tempo e hoje aproveita seus últimos momentos no circuito. Giovanni, o mais novo, nunca vingou. Já teve alguns bons resultados no cenário sul americano, mas nunca chamou atenção em termos mundiais. Os dois defendem o Equador na Davis há muito tempo e compõem a dupla. Se fosse possível, nem de equipe precisariam. Acumulariam as funções de capitão, preparador físico, etc.
Mas o que preocupa não é o adversário e sim a própria equipe brasileira. Excluindo-se o recente boicote dos principais jogadores, nunca tivemos uma equipe tão fraca. Hoje não temos nenhum jogador no Top 100. Acho que só a ITF consegue enxergar alguma coisa no time brasileiro para colocá-lo à frente, por exemplo, de Chile e Itália, no ranking para definição dos confrontos. É claro que o time não tem só defeitos. Thomaz Bellucci é um jogador em ascensão embora seu ranking não demonstre isso. Porém não temos um segundo jogador confiável. Marcos Daniel, que poderia ajudar, brigou com a CBT. Os demais ou não têm bagagem ou já passaram do momento de explodir. Nossa dupla vive seu pior momento. Os resultados não apareceram esse ano. Caso a má fase persista, é a oportunidade para convocar o Bruno Soares que não pára de subir no ranking de duplas e já é o melhor brasileiro classificado. Outro ponto fraco é o técnico. Francisco Costa não tem história no tênis para ocupar o posto. E a CBT, será que vai optar por jogar em um local que privilegie tecnicamente o jogo do Brasil ou que favoreça seus “interesses”?

Fonte: Google imagens - gbaraujo.com
(Saudades da época em que o Brasil era temido e fazia de seus confrontos em casa um verdadeiro inferno para os adversários)
Ai fica a reflexão. Será que vale a pena voltar ao Grupo Mundial e se iludir de que o tênis brasileiro está progredindo? E o ano que vem no Grupo Mundial? Vai encontrar com EUA, Espanha, Suiça, França, República Tcheca, Argentina, Croácia, etc. E aí vai perder de 5 x 0. Já foi mudado o presidente da CBT, o capitão da Davis, mas o Brasil está cada vez mais à margem do tênis de alto nível. Resta torcer para que essa mãozinha da ITF seja utilizada de maneira positiva, para colocar o Brasil de volta no cenário internacional.
Daniel de Oliveira
May 6th, 2009 by daniel
Ao final do primeiro mês de disputa da Major League Baseball, notei que as coisas não mudaram muito em relação ao final da última temporada. À exceção dos novos estádios de Yankees e Mets, que apostaram em ampliar suas fontes de receitas em detrimento do tradicionalismo quase sagrado, que representam os campos de baseball das principais franquias, o desempenho dos principais times segue o mesmo.
O New York Yankees, franquia mais bem sucedida de todos os tempos e em todos os esportes nos Estados Unidos, parece definitivamente ter perdido a fórmula do sucesso. A direção dos Yankees mais uma vez se superou nos valores gastos em contratações e fez a festa no mercado de free agents para reforçar ainda mais a equipe, principalmente no time de arremessadores, calcanhar de Aquiles nas últimas campanhas. Foram mais de US$ 400 milhões em contratos longos e astronômicos. Entre os principais nomes estão CC Sabathia, arremessador mais badalado da última temporada e Mark Teixeira, um rebatedor do primeiro nível. Sabathia ainda não disse a que veio, enquanto Teixeira tem justificado o investimento. Por outro lado, o time de New York dispensou os já decadentes Jason Giambi e Bobby Abreu. A pífia campanha de 50% de aproveitamento tem um fator adicional: a ausência de Alex Rodriguez, que lesionado, ainda não estreou. A-Rod, como é chamado nos EUA, vem sendo destaque fora de campo, em virtude das sucessivas acusações de uso de esteróides, não só na época em que atuou no Texas Rangers, como o próprio já confessou, mas também em outras etapas da sua carreira.
Já o Boston Red Sox segue subindo de produção e massacrando seu maior rival, o New York Yankees. Até agora foram 5 confrontos, com 5 vitórias para Boston, totalizando 2 varridas (3 vitórias consecutivas em Boston e 2 consecutivas em New York). Esse sim tem a fórmula certa: muda pouco o elenco e contrata visando suprir suas necessidades.
O melhor time da Liga, por enquanto, é o Los Angeles Dodgers, que ascendeu de maneira impressionante na segunda metade da temporada passada, desde a chegada do preguiçoso, mas ao mesmo tempo um dos melhores rebatedores da história, Manny Ramirez.
Ainda há tempo para recuperação de todas as equipes. Ao todo, a temporada regular reserva 162 jogos para cada uma. A temporada esquenta em Agosto e Setembro, quando efetivamente começa a disputa pelas poucas vagas nos Playoffs. Até lá é tempo dos jogadores atingirem o auge de sua forma e caberá às equipes não se distanciarem dos primeiros postos.
Daniel de Oliveira
April 8th, 2009 by daniel
Tive a oportunidade de viver no mundo do tênis por 7 dias. Uma semana acompanhando in loco um torneio do porte do Master de Miami (Sony Ericsson Open) é um sonho para qualquer amante desse esporte. O chamado “5º Grand Slam”, contou com a presença de todas as estrelas do tênis, tanto pela fama como pelo ranking, à exceção de Maria Sharapova e Nikolay Davydenko. Utilizarei esse espaço para contar um pouco dos bastidores desse evento, sob os olhares de quem passou em média 12 horas por dia no Crandon Park, acompanhando de perto um evento muito bem organizado.
A proximidade entre fãs e ídolos
A organização do evento é sem dúvida voltada para o público. Pelo que vejo e já presenciei, acredito que seja o torneio em que há maior proximidade entre fãs e ídolos. Todos os dias há sessões de autógrafos, entrevistas, etc. Sem contar a acessibilidade aos treinos, um dos pontos-chave no contato com os profissionais. Há também promoção do evento em pontos da cidade, com a presença de jogadores, o que ajuda a criar um clima ainda mais festivo e voltado para o tênis em Miami. Além disso, você pode encontrá-los em restaurantes da cidade. Tenista adora uma badalação. Eu mesmo encontrei Gilles Simon uma noite, véspera de sua estréia. Estilo de garotão, simpático, e pelo que notei reconhecido e abordado apenas por mim. Estava lá tomando uma cerveja, fumando, mas parou por aí. Logo chegaram Fernando Verdasco e Alize Cornet, para um evento promocional do torneio que acontecia no mesmo local. Distribuíram autógrafos, tiraram fotos. Voltando ao torneio, a distribuição física do parque também contribui para que haja essa proximidade. As quadras, tanto de jogo, quanto de treino, ficam muito próximas, e em pouco tempo consegue-se percorrer todo o Complexo. Cruzar com os atletas torna-se algo aparentemente comum.
A proximidade destacada permite a abordagem aos jogadores. À exceção de Nadal, Federer, Ivanovic e mais um ou outro que gozam de uma blindagem até excessiva em alguns momentos, os demais são acessíveis e em sua grande maioria são simpáticos e atenciosos. A blindagem excessiva com Ana Ivanovic é que não pareceu muito legal. Não que uma tenista do seu porte não precise, mas ultimamente seus resultados não são dignos de tamanha escolta, que pouco permitia o contato com os fãs. Sinceramente a mim não incomodou, mas deu para perceber que muitos se frustraram com o pouco contato permitido com ela, que já foi mais humilde. Aí vai uma dica: a abordagem com qualquer tenista deve ser feita com cuidado e educação. Não queira interromper o treino para pedir uma foto, um autógrafo ou mesmo abordá-los quando eles(as) demonstram estar apressados ou avessos naquele momento ao contato com o público. Espere acabar o treino, procure um momento de maior tranqüilidade, em que o tenista está mais suscetível a uma aproximação e aí sim, solicite uma foto ou alguma outra coisa que desejar. Felizmente, todas as abordagens que fiz foram bem sucedidas: as fotos com as belas e simpáticas Dominika Cibulkova e Maria Kirilenko e ainda com Del Potro, Andreev, Acasuso, Melzer e Marcelo Melo sem dúvida são uma recordação e tanto.
Os treinos
Uma coisa não pode ser negada: tenista treina muito. Foi curioso ver a diferença no comportamento deles durante o treinamento. A seriedade e concentração tanto de Federer como de Nadal é de se chamar a atenção. Nadal, por exemplo, pouco fala, assim como seu tio e técnico, que dita o ritmo do treino, mas de maneira muito discreta. O diálogo é quase imperceptível. Já Federer, sem treinador e com uma espécie de ajudante, além de um sparring, evita o contato com os espectadores. No entanto, posso garantir que é sensacional assistir ao seu treino. O suíço bate na bola com uma facilidade incrível. Por outro lado, Djokovic, Roddick e Murray treinam mais descontraídos. O sérvio e o americano são falantes, esboçam algumas risadas. O escocês joga até um “futênis” bastante animado com sua equipe durante o aquecimento.
Os grandes jogos
Sem dúvida o jogo entre Del Potro e Nadal foi o melhor do torneio. A vitória heróica do argentino, que se recuperou de 0X3 no 3º set e pressionou o espanhol o tempo todo com seus golpes potentes mostrou que não há tenistas imbatíveis e que mais gente vai começar a incomodar a dupla que reina há tempos no circuito. Outro jogo marcante foi Safin e Monfils no Grandstand (quadra mais acanhada e que costuma ser palco de jogos emocionantes). O russo sacou em 5X2 no 3º set e conseguiu levar a virada (7X6). A partida foi marcada pela emoção. O estilo despojado e “moleque” de Monfils e a irritação freqüente de Safin (que, aliás, é um dos pontos de diversão e delírio do público que até mesmo aplaudiu quando o mesmo quebrou uma de suas raquetes) mesclada a jogadas de um monstro do tênis foram os ingredientes de um confronto espetacular. Tsonga e Simon também fizeram um grande jogo, no mesmo Grandstand. Os dois tenistas não aliviam em nenhum momento. Ambos conseguem aliar força e técnica de maneira impressionante. Poderia listar aqui outros tantos, mas esses 3 refletem bem o que foi o torneio.
Os jogadores(as) que me marcaram
Jo-Wilfried Tsonga: o francês dá show na quadra. Estilo de jogo agressivo, alegre, é um prato cheio para o espectador. Além disso, o rapaz é de uma educação e simplicidade acima da média. Será Top 10 em poucos meses e Top 5 em 1 ou 2 anos. A partir de agora sou seu torcedor.
Marat Safin: esse é fera. É uma pena que esse deva ser o último ano dele no Circuito. Tem um talento absurdo, um estilo polêmico e ao mesmo tempo cativante. Mesmo que esbraveje em quadra, o público está com ele. Não é a toa que em seus jogos havia um grupo de jovens com as letras do seu nome pintadas no corpo e que seguravam um cartaz com o seguinte dizer: “PLEASE, DON’T GO”
Andy Murray: treina muito, é regular ao extremo. É uma realidade e uma ameaça cada vez maior aos intocáveis Nadal e Federer. Muito determinado.
Juan Martin Del Potro: o gigante argentino mostra a cada dia que tem força para brigar no topo. Agride o adversário o tempo todo. Excelente jogador.
Dominika Cibulkova: tem estilo, charme e jogo bonito de se ver. São credenciais mais do que suficientes para acompanhar os jogos da eslovaca. Em Miami teve que abandonar o jogo da 3ª rodada no 5-5 do 3º set por conta de câimbras que a fizeram ir ao chão. Movimenta-se demais na quadra, bate bolas profundas, tem espírito guerreiro e ainda é muito jovem. Espero que vá longe, já está entre as 20 melhores. É um dos melhores atrativos para acompanhar o circuito feminino.
Victoria Azarenka: pouco tinha ouvido falar da moça. Jogou um tênis de primeiro nível e foi campeã com justiça. Quem sabe não seja mais uma para brigar com as irmãs Williams.
Fatos inusitados
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Assisti a uma derrota dos irmãos Bob e Mike Bryan, na semi-final, para uma dupla australiana desconhecida
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Presenciei uma derrota de Rafael Nadal
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Fui testemunha do jogo de comadres que Venus e Serena Williams fazem quando se enfrentam. Ridículo!
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Como souvenir trouxe uma bolinha oficial do torneio danificada no treino da Cibulkova com a Petrova
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Assisti a um jogo (empatado) com desistência por câimbras: Cibulkova diante de Medina Garrigues
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Presenciei mais um vexame de Lleyton Hewitt, praticamente um ex-jogador em atividade, que levou uma aula de Gilles Simon. Até o público ficou constrangido
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Fui testemunha do saque mais rápido do torneio, do Taylor Dent, 143 Mph ou 230 Km/h
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Entrei sem saber, de curioso, em uma área ao lado da quadra reservada apenas para a equipe técnica e convidados dos jogadores, mas fui convidado a me retirar 5 minutos depois, durante o aquecimento para o jogo entre Kirilenko e Pennetta
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O jogo entre Blake e Berdych terminou tão tarde (00h30), que a organização do torneio, como prêmio, convidou todos os ainda presentes (entre eles eu) para ocupar os assentos próximos da quadra a partir da metade do 3º set
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Constatei a admiração acima do normal que o público tem por Roger Federer. Mesmo diante de Andy Roddick, tenista da casa, a maior parte da torcida estava do seu lado
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Foi o segundo torneio de grande porte que acompanhei de perto e em ambos não pude assistir a jogos de Richard Gasquet. Vontade não me faltou. O problema é que em ambos ele desistiu poucas horas antes de sua partida de estréia. Nas duas vezes cruzei com ele antes da partida e o mesmo parecia muito bem. No final alega contusões misteriosas. Sua carreira não deslancha, apesar do imenso talento.
Fotos do torneio

Dominika Cibulkova

Maria Kirilenko

Roger Federer

Rafael Nadal

Marat Safin

Andy Murray

Simon x Tsonga

Andy Roddick

Novak Djokovic
Se tiver a oportunidade, não deixe de ir a um evento como esse. Vale a pena!
Daniel de Oliveira
March 11th, 2009 by daniel
No último final de semana ocorreu a primeira rodada da Copa Davis. Pelo Zonal Americano, o Brasil conheceu seu adversário: será a Colômbia, anfitriã do confronto. O Brasil não pode nem pensar em perder. E não me venham com história de que haverá dificuldade por conta da altitude. A Colômbia não tem nenhum jogador de muita expressão no Circuito. Já no Grupo Mundial (1ª divisão), Espanha, EUA, Argentina, Croácia, Rússia e Alemanha confirmaram o favoritismo. Israel foi a surpresa diante da desfalcada Suécia. No confronto mais equilibrado, República Tcheca e França, deu os tchecos, que desbancaram Gilles Simon em 2 partidas e venceram um ponto dificílimo nas duplas. Stepanek e Berdych bateram Gasquet e Llodra. Tsonga, em ótima fase, pontuou para os franceses, mas não foi suficiente. Dessa forma, a França com um arsenal de ótimos jogadores vai parar na repescagem. Tomara que não cruze o caminho do Brasil.
Voltando ao calendário da ATP e WTA, inicia-se nesta semana a série Masters 1000, antiga Master Series, com os torneios de Indian Wells e Miami. Podemos considerar ambos mini Grand Slams, os maiores entre os Masters 1000 (que dão ao vencedor 1000 pontos no ranking). São torneios com duração de uma semana e meia, com 7 rodadas, sendo que os 32 cabeças de chave começam sua participação na 2ª rodada. Além disso, são os primeiros grandes torneios em que poderemos ver os tenistas atingindo o melhor da sua forma, depois de mais de 2 meses de temporada. Em 2008, os campeões foram os seguintes:
Indian Wells: Novak Djokovic e Ana Ivanovic
Miami: Nikolay Davydenko e Serena Williams
Em Indian Wells, o primeiro deles, a ausência das irmãs Williams e de Sharapova, que atuará apenas nas duplas (voltando ao Circuito depois de mais de 6 meses), deixa o torneio esvaziado. É a oportunidade para que as pouco vencedoras Dinara Safina, Elena Dementieva e Jelena Jankovic, além de Ana Ivanovic, em péssima fase, disputem o título entre si.
No masculino a briga será maior, pois as grandes estrelas estarão presentes. Roger Federer de técnico novo e sangue nos olhos após nova derrota para Nadal na Austrália, promete grande performance. O espanhol não precisa nem falar, chega bem novamente. Djokovic e Murray também devem brigar. Além deles, acredito que Roddick, cujo jogo tem evoluído, e Tsonga em franca ascensão, vão incomodar.
Serão quase quatro semanas de tênis no mais alto nível. No Brasil haverá cobertura quase full time do Sportv.
Daniel de Oliveira
February 15th, 2009 by daniel
Depois de um longo período em que o tênis brasileiro só colecionou momentos críticos, chegando ao fundo do poço, dois fatos nesta última semana trouxeram de volta a esperança de dias melhores: primeiro, o anúncio da contratação pela CBT de Emilio Sánchez para assumir a coordenação do tênis no país e depois, o ótimo resultado de Thomaz Bellucci no Brasil Open.
A contratação de Emilio Sánchez talvez seja a última cartada na tentativa de obter êxito no desenvolvimento do tênis do Brasil, aproveitando o legado deixado por Guga. O espanhol foi um grande jogador, técnico e é uma das figuras mais respeitadas no meio. Modelos como os adotados na Espanha, na França e na Argentina devem ser olhados com carinho e adaptados para a realidade brasileira. Não esperemos nenhuma mudança significativa no curto prazo. A reformulação do tênis no país está apenas engatinhando.
Sobre Thomaz Bellucci, embora ainda sem resultados expressivos, à exceção do Brasil Open, dá para acreditar que se trata de um tenista bastante promissor. Sua mentalidade é diferente de outros jogadores brasileiros que tiveram o seu momento e não aproveitaram. Com um jogo cada vez mais firme, Bellucci mostra que poderá figurar em breve entre os 50 melhores do mundo. É importante ressaltar que o torneio realizado na Costa do Sauípe, embora contasse com jogadores de bom nível como Robredo, Ferrero, Acasuso, Almagro, não está entre os eventos com maior grau de dificuldade. Mas já se nota a evolução do garoto de 21 anos. Confiança, no tênis, é fundamental para obter êxito e ela só é conquistada com o acúmulo de vitórias. Esse é o caminho Bellucci.
Daniel de Oliveira
February 3rd, 2009 by daniel
O Super Bowl XLIII, que teve a vitória do Pittsburgh Stleelers sobre o Arizona Cardinals por 27 a 23, entrou para a história. Eis os motivos:
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Um quarto período formidável: 16 x 7 para Arizona, com jogadas espetaculares e uma “tragédia” no final
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O Arizona Cardinals conseguiu o inesperado, uma virada a 2 minutos e meio do fim, do jogo, após praticamente não ter aparecido em campo nos 3 primeiros quartos, mas possibilitou o impossível, a reviravolta do Steelers a 40 segundos do fim
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Pittsburgh Steelers conquistou seu 6º Super Bowl e tornou-se isoladamente a franquia com o maior número de títulos na NFL
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“Big Ben” Roethlisberger, draftado em 2004, já coleciona duas conquistas. O quarterback mais novo a atingir essa marca
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Arizona Cardinals, franquia até então inexpressiva, surpreendeu e encantou a todos, chegando a seu 1º Super Bowl. Foi emocionante a “quase conquista”. Quem gosta de NFL deve ter torcido para o Cardinals
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Kurt Warner, quarterback do Cardinals, mesmo com 1 vitória e 2 derrotas em finais, deve garantir seu lugar no Hall da Fama
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Larry Fitzgerald, wide receiver do Cardinals, autor de 2 touchdows, bateu o recorde da história dos Playoffs, com 7. Com um quarterback bom ao seu lado, será um dos maiores da história
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No final, como de costume, ganha quem erra menos e fica mais evidente que vale mais uma defesa forte do que um ataque poderoso. Enfim, parabéns ao Pittsburgh Steelers.
Agora, emoções da NFL só a partir de setembro.
Daniel de Oliveira
February 1st, 2009 by daniel
O primeiro grande torneio do ano
Considero que o AO, primeiro Grand Slam do ano, ficou dentro das expectativas. Para início de temporada, não poderíamos exigir performances espetaculares, os tenistas ainda estão longe de sua forma ideal. Prevaleceu o equilíbrio, a superação e, no final, a previsibilidade. Tanto no masculino quanto no feminino, os finalistas não surpreenderam. Nadal e Federer há tempos dominam o circuito, enquanto Serena Williams e Dinara Safina estão entre as representantes mais fiéis do tênis força que predomina entre as mulheres.
Lado B
Além dos jogos transmitidos pela ESPN, pude assistir também a jogos menos badalados, transmitidos ao vivo pela Internet. Obviamente o foco está na quadra central, onde jogam tenistas mais bem rankeados, mas muitas vezes os jogos mais emocionantes, mais “pegados” e que dão um charme especial ao torneio, estão nas quadras menores, que contam com uma maior participação do público.
Jogos marcantes
A batalha da potência
Fernando Gonzalez 3 x 2 Richard Gasquet
A melhor direita do circuito (Gonzalez) contra a melhor esquerda (Gasquet). Não precisa falar mais nada. Os dois quase abriram um buraco na quadra de tão potentes os golpes durante as mais de 4 horas de jogo, que acabou em um emocionante 12 x 10 para o chileno no quinto set.
Show de técnica da dupla mais descontraída do circuito
Novak Djokovic 3 x 1 Marcos Baghdathis
Para quem aprecia a boa técnica, o jogo foi excelente. Além disso, ambos jogam com muita raça e com um toque de descontração, trazendo um algo a mais para a partida. No final prevaleceu a maior consistência de Djokovic.
A surra
Roger Federer 3 x 0 Juan Martin Del Potro
O jogo foi válido pelas 4as de final de um Grand Slam, mas parecia um treino de um profissional com um principiante. O argentino não sabia aonde se esconder ao final da partida após ter levado uma “bicicleta” do suíço (6-3, 6-0, 6-0). Serviu para baixar um pouco a bola de Del Potro, que pelos últimos resultados já estava se sentindo um astro do tênis. Ele é muito bom, mas, por enquanto, vamos parar por aí.
O embate da armada espanhola
Rafael Nadal 3 x 2 Fernando Verdasco
Jogo para entrar na história. Foram 5h14 de muita intensidade. Infelizmente não pude assistir à partida na íntegra, mas em função do que vi já dá para imaginar como foi a batalha. Aqui vai uma constatação: alongar uma partida contra Rafael Nadal não significa que você está próximo de vencê-lo e sim, que você está cada vez mais longe do triunfo. Além de seus golpes precisos, a combinação força física e mental do espanhol raramente pode ser equiparada.
O clássico
Rafael Nadal 3 x 2 Roger Federer
Nadal definitivamente encontrou a fórmula para vencer Federer. Em um jogo em que ambos estiveram muito bem, o diferencial foi o 5º set. Federer esteve irreconhecível desde o momento em que se viu em desvantagem. E aí não teve jeito, Nadal sufocou seu adversário conquistando, com muitos méritos, mais um título de Grand Slam.
Outros destaques, positivos e negativos, do torneio
- A decepção com Andy Murray, que considero um jogador pronto para brigar pelo topo.
- O folclórico Fabrice Santoro, recordista em participações em Grand Slams, segue dando trabalho com seus golpes esquisitos e que incomodam demais os adversários.
- Gilles Simon é um jogador muito promissor e não fosse a barreira Nadal, poderia ter ido mais longe.
- Fernando Verdasco fez um torneio impecável, superando com autoridade adversários melhores rankeados e jogando de igual para igual com Nadal.
- As sérvias Ana Ivanovic e Jelena Jankovic estiveram longe de suas melhores performances e caíram precocemente.
- Elena Dementieva fazia um excelente torneio, parecia imbatível, mas falhou novamente em momentos decisivos. Não foi páreo para Serena Williams.
- Embora esteja longe de ser fã do tênis de Serena, tenho que admitir de que se trata de uma das maiores jogadoras da história. Passeou este ano na Austrália e já coleciona 10 títulos de Grand Slams.
- Surpresa positiva foi Carla Suarez Navarro, tenista espanhola muita agressiva e com uma belíssima esquerda de uma mão, raridade entre as mulheres.
- Outro destaque é Dominika Cibulkova, que tem ganhado notoriedade no circuito. A bela eslovaca impressiona pela sua excelente movimentação em quadra, chega sempre bem nas bolas. Parece o básico do tênis, mas poucos conseguem manter esse ritmo durante toda a partida.
- A grande sensação do lado feminino foi Jelena Dokic. Nascida na antiga Iugoslávia, naturalizada australiana, a promissora tenista que surgiu no final da década de 90 e atingiu a 4ª posição do ranking em 2002, praticamente abandonou o esporte por alguns anos devido a problemas particulares, que interferiam diretamente na sua carreira. Sua volta em grande estilo no AO é a esperança de que tenhamos de volta uma tenista talentosa, que pode dar um brilho especial ao circuito.
A temporada está só começando!
Daniel de Oliveira
January 24th, 2009 by daniel
No último Domingo foram definidos os finalistas da temporada da NFL. Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals serão os protagonistas do principal evento esportivo do ano nos EUA, em 1º de fevereiro, em Tamba Bay, na Flórida.
Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles fizeram um grande jogo em Phoenix. Kurt Warner provou mais uma vez ser um jogador espetacular e decisivo. Após um massacre no 1º e no 2º quarto, o Arizona caiu de produção e permitiu a virada do Eagles no 4º período. No entanto, o ataque explosivo do Cardinals apareceu mais uma vez para sacramentar a vitória.
Pittsburgh Steelers e Baltimore Ravens, como já era de se esperar, protagonizaram uma partida pobre em bons momentos. Ataques pouco inspirados, principalmente de Baltimore (como de costume), e defesas fortes, podem ser a explicação para a decepcionante final de Conferência. Foi difícil de assistir. O único ponto positivo da partida ficou por conta de mais uma grande atuação de Troy Polamalu, safety do Steelers. O jogador, também conhecido pelo seu visual “diferente”, consegue chamar ainda mais a atenção pelas jogadas incríveis. Não tenho dúvidas de que é um dos maiores jogadores de defesa da história da NFL.
No Super Bowl, minha torcida será para o Arizona Cardinals, embora o título deva ficar com o Pittsburgh Steelers.
Daniel de Oliveira
January 16th, 2009 by daniel
Os jogos do último final de NFL mostraram que os erros são fatais, principalmente nos Playoffs. Três dos quatro favoritos caíram e dois deles por terem cometidos muitos erros.
Em Nashville, o Tennessee Titans dominou a partida e poderia ter vencido com facilidade o Baltimore Ravens, mas cometeu muitos erros, os famosos turnovers. Foram 2 fumbles já na zona de pontuação, um deles a uma jarda da End Zone, além de 1 interceptação. Houve ainda um chute de Field Goal errado e ainda erros de arbitragem contra, um deles gravíssimo. A jogada que deu a posição de campo favorável ao Field Goal da vitória foi irregular, pois o tempo para o início da jogada já tinha estourado. Isso resultaria em uma falta contra o Ravens que teria ainda mais dificuldade para avançar território e pontuar. No mínimo o jogo iria para a prorrogação. Sem contar que o principal jogador de ataque do Titans, Chris Johnson, que desestruturou a premiada defesa do Ravens no 1º tempo, não atuou na 2ª etapa por conta de uma contusão. Enfim, foi uma tragédia, inacreditável e dolorido para esse torcedor que aqui escreve. Dificilmente o Titans, uma franquia sem muito peso, terá outra oportunidade como essa de conquistar o Super Bowl.
Ainda no sábado, em Charlotte, o Carolina Panthers, amplo favorito no confronto, entregou o jogo para o Arizona Cardinals. Foram 5 interceptações. Kurt Warner, quarterback do Cardinals, mostrou novamente o talento que já o fez campeão alguns anos atrás quando ainda jogava em St Louis.
No domingo, o New York Giants, favorito ao título, foi decepcionante. Parou diante do Philadelphia Eagles. A escolha das jogadas foi equivocada durante toda a partida. A defesa do Eagles marcou muito bem e contou com a falta de criatividade do Giants.
A única equipe que confirmou o favoritismo foi o Pittsburgh Steelers. Jogando em casa, sob neve e um frio de -4º C, devorou seu adversário, o San Diego Chargers.
Está cada vez mais claro que em Playoffs, a defesa prevalece, assim como o jogo com poucos erros. Sem dúvida a continuidade dos Playoffs não terá a mesma graça. À exceção do Arizona Cardinals que segue na competição, nos demais confrontos, as equipes que privilegiam o bom espetáculo foram eliminadas. Na Conferência Americana, o duelo de Ravens e Stellers será a batalha das defesas, enquanto na Conferência Nacional o duelo será entre o ataque do Cardinals e o pragmatismo do Eagles.
Enfim, para o bem do esporte, que vença o campeonato Arizona Cardinals. Mas isso não deve acontecer. O título deve ficar em Pittsburgh em uma final contra Philadelphia.
Daniel de Oliveira